Polícia conclui inquérito e aponta que marido que matou empresária em BH agiu sozinho
25/06/2026
(Foto: Reprodução) Lídia Nandes da Silva, de 42 anos
TV Globo/Reprodução
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou o feminicídio da empresária Lídia Nandes da Silva, de 42 anos, que foi morta a tiros pelo marido, em maio deste ano, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, Antônio Luis Alves Pereira, de 49 anos, agiu sozinho e premeditou toda a ação.
O corpo de Lídia foi encontrada na Avenida Cristiano Machado, no bairro Sagrada Família, na Região Noroeste da capital. Logo após cometer o crime, Luis Alves cometeu suicídio. O homem chegou a deixar uma carta, com seis páginas, citando o que ele iria fazer e o que ele queria que fosse feito com os filhos e os bens que ele deixaria.
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Segundo familiares da vítima, Lídia queria se separar do marido e, por isso, ela começou a ser perseguida e viver um relacionamente abusivo.
A delegada Ariadne Elloise Coelho destacou que a violência piscológica "é a mais perigosa, porque ela é sutil e ao mesmo tempo culpabiliza a vítima".
"A vítima fica na dúvida se é ela que é a culpada, se é isso mesmo, porque é misturada essa violência acoplada aí com manifestações de proteção, de amor, de cuidado, com promessas de mudança de comportamento, com pedidos de desculpa", completou a delegada.
Relembre o caso
Segundo a Guarda Municipal, agentes faziam uma ronda na região, no dia 17 de maio, na Praça Manoel Bandeira, sob o Viaduto Murilo Rubião, quando escutaram disparos de arma de fogo. Eles encontraram o corpo da mulher debaixo do viaduto da Avenida José Cândido da Silveira.
Testemunhas indicaram as características do suspeito, que havia fugido a pé. Em seguida, os guardas localizaram o corpo do homem, atingido por um tiro na cabeça, a poucos quarteirões de distância, na Rua João Gualberto Filho.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito tinha certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), com uma arma registrada, um revólver calibre 38. No carro dele, foi encontrada outra pistola.
A polícia também esclareceu que mesmo ele não podendo ser responsabilizado pelo crime, o órgão deu continuidade às investigações e concluiu o inquérito para dar uma resposta para a família de Lídia.
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